Deixa-me, que eu não tenho a culpa de ver-te cair. Sim, eu não tenho a culpa de ver-te cair
(Enrique Ortiz de Landázuri Izarduy).
Umas vezes, é ficção; outras vezes, não.
quarta-feira, 29 de abril de 2015
Salas de espera
segunda-feira, 27 de abril de 2015
Crítica de cinema com sesta
Crítica de cinema
Mas começámos mal: achei o prólogo - o episódio do avião - fraco: a ideia é engraçada, mas está muito mal trabalhada. Tudo é previsível, parece quase feito à pressa, e é demasiado explícito em quase todas as linhas de diálogo, não deixando qualquer espaço para a interrogação ou para a surpresa. O episódio do veneno sofre do mesmo mal, embora chegue um bocadinho mais longe.
É no terceiro tomo que a coisa ganha dimensões dignas: a luta na estrada é um grande momento de cinema, com tudo certo, desde a presença do gore à psicologia do herói versus cobarde numa só pessoa.
Depois, com o homem dos carros rebocados e, a seguir, com o atropelamento, o filme entra numa espécie de velocidade de cruzeiro: tudo muito bem trabalhado, óptimos diálogos, situações bem encadeadas, personagens que ora perdem, ora ganham força; forças que mudam de lugar num verdadeiro exercício de questionar, de pôr em causa - um autêntico festival de bom cinema.
Mas o melhor estava guardado para o fim. Como é que ninguém me tinha falado do casamento? É extraordinário. Vale por todo o filme. Não fosse o início frágil, a destoar completamente de tudo o que vem a seguir, seria uma obra-prima este Relatos Selvagens.
7,5/10 (Adoro dar notas a coisas.)
Três viagens de metro
Só para dizer que o Metro de Lisboa é a puta mais bem paga e incompetente e nojenta deste país e arredores. Vou comprar uma bicicleta, seus punheteiros, chulos dum cabrão, sempre a fazer greves e plenários e a perturbar a circulação, puta que os pariu.
#2
"Linha azul: existem perturbações na circulação. O tempo de espera será o do costume. Pedimos desculpa por não vos causar surpresa nem espanto, apenas nojo."
#3
"Linha azul: existem, naturalmente, perturbações na circulação. O tempo de espera será a merda de todos os dias e um dia destes alguém vai perder a cabeça e pegar fogo a esta putaria toda. Pedimos desculpa por lhe estragar o dia, todos os dias, sem folgas, feriados ou férias. Valide o seu bilhete cabeceando 18 vezes na máquina e fazendo o pino em seguida."
sábado, 25 de abril de 2015
Kong
quinta-feira, 23 de abril de 2015
Não morde
Carta de Apresentação
O meu nome é Diego e tenho, para além de conhecimentos, uma considerável experiência nesta área de trabalho, como os documentos e o currículo em anexo podem comprovar. Na verdade, nem sei por que me candidato ao cargo, visto que qualquer estagiário pode executar a função, embora com mais erros e mais dúvidas, por cerca de metade do meu preço. Ainda assim, envio a minha candidatura porque acredito que posso acrescentar alguma coisa à empresa, nomeadamente ao tão apregoado e diversas vezes sublinhado no vosso anúncio no Net Empregos "espírito de equipa". Sim, sou uma pessoa espirituosa, amiga do seu amigo, gosto de confraternizar e sei de sítios maravilhosos onde almoçar, jantar ou apenas beber um copo quando largamos do serviço. Creio que não exagero se disser que sou mesmo a pessoa ideal para fortalecer laços entre o vosso - que espero venha a ser nosso - grupo de trabalho. Camaradagem é comigo. Mais de uma década de redacções, revisões e edições podem não justificar a minha contratação e muito menos um salário compatível com a minha expectativa - já para não falar no meu modo de vida, que de frugal tem pouco (chego a gastar aos 15 euros num dia!). Porém, a minha alegria, os meus relatos do quotidiano junto à máquina de café, os meus comentários subtis sobre o fim-de-semana desportivo ou o meu carisma - amplamente comprovado em diversos guichets e repartições junto de funcionárias de meia-idade - podem perfeitamente fazer de mim a pessoa que procura para tornar este espaço de trabalho num lugar melhor, mais aprazível e, logo, mais capaz de responder às exigências de um mercado competitivo.
Aguardando a vossa resposta, com os melhores cumprimentos,
D.